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A luz.

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Ela hoje é feliz. Ou então, sabe enganar muito bem. Sorri para tudo e todos, canta, pula, dança, e sempre tem uma palavra amiga, pra dar quando a precisam. Mas só Deus sabe, como ela fica diferente, quando a noite cai. Quando as luzes se apagam, quando o mundo se acalma, e o silêncio ocupa o espaço das vozes, e das músicas. E então, ela chora. Ela desaba, e pede apenas mais uma chance. Tal chance que parece que nunca vai chegar, que nunca vai acontecer... Ela se perde dentro de si mesma, e não encontra mais o caminho de volta para a realidade. Ela se perde, apenas por tentar encontrar sua alegria, tentar encontrar o dia em que a vida dela saiu do rumo certo, a data, a hora, o ano. Mas tudo que ela encontra, são mais feridas... Feridas nas quais, ela pensara já ter curado. Mas não. Pensamento mentiroso, ilusionista. Essas só se aumentaram, e a machucaram mais ainda. Ela se sentia um lixo. Uma idiota. Uma coisa na qual não tem valor algum. E ao invés de tentar pela ultima vez ser feliz. Ela escolheu um outro caminho. Certa vez uma amiga avia lhe dito, que após a morte, se encontra uma luz. Uma luz, que lhe dá paz, descanso, e acima de tudo felicidade. Ela, de tanta dor, se afogou em meio aquele mar de solidão. A luz não encontrou, uma tentativa em vão. Apenas sentiu mais ainda, que sua dor nunca iria passar.  E mesmo assim, depois de morta, os olhos ainda não paravam de lagrimejar.

(Alessandra Lima)

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