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Matar a dor.

                 

Eu tento. Eu juro que tento. De todas as maneiras possiveis. Mas parece que nada é o suficiente. Parece que eu nunca sou o suficiente. Nunca boa o bastante pra alguém. Excluida, esquisita, estranha e chorona, essa garota tem sentimentos. Nos quais muitos esquecem, e a deixam. Deixam ela sozinha, e ela com medo, pede ajuda a todos, e todos se recusam a ajuda-la. Ela corre, ela foge, ela faz de tudo pra sair daquele lugar onde a deixaram. Mas ela não consegue. Ela grita, ela se machuca, ela se corta, ela faz de tudo, pra fazer a dor de ser abandonada e trocada parar. Mas de nada tudo isso adianta. E ela sangra. Não por fora e sim por dentro. Sangra por estar solitária mais uma vez Por ninguém ter sentido sua falta.. E ver que quem mais amou nunca lhe amou da mesma maneira. E ela chora. Chora por medo. Por frio. Pelo simples motivo de querer um abraço e ninguém está ao lado para abraça-la. Ela faz do silencio da solidão todas as suas palavras. Palavras quais  choro e os soluços não a deixava falar. Palavras quais, a muito tempo ela queria dizer, queria gritar ao mundo. Mas as lágrimas que escorriam de seu rosto não deixava. E então ela as traduziu no silêncio da ausência das pessoas que ama. Das pessoas que prometeram nunca a deixar. Que disseram que ela, era perfeita e que nunca nada iria fazer ela perder seu brilho. Tais pessoas não mentiram quando disseram isso. Realmente ela não perdeu seu brilho. Ela o guardou. No mais profundo local de sua alma. E ao invés de brilhar por fora. Ela começou a brilhar por dentro. E mesmo machucada e ferida, ela sorria. E seu brilho cada vez ficava mais forte. Fazendo aquela menina assustada e perdida, ficar madura.
Ela tentou mais uma vez fugir de tudo aquilo. Mas não conseguiu de novo. Mas não desistiu. Mesmo tendo noites e noites de lágrimas, onde os únicos que viam essa sua dor, era seu travesseiro. No qual absorvia todo seu pranto. E quanto mais sentia sua dora, mais chorava, querendo fazer ela sair junto com suas lágrimas. Mas sim. Mais uma tentativa em vão. E presa no seu próprio mundo, ela não aguentou mais sua própria dor, e de amor e solidão, ela se suicidou.

(Alessandra Lima)

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